Imortais
em 07/01/2010 por Luiza Proença
Desde dezembro de 2009 as fortes chuvas já mataram 140 pessoas em todo país. A biblioteca do Centro Cultural São Paulo -- origem do CCSP -- precisou cobrir parte das suas estantes com lonas para proteger seu acervo da água que ultrapassa a estrutura arquitetônica do Centro Cultural. Curiosamente, as três telas do artista Rafael Carneiro -- participantes da III Mostra do Programa de Exposições e expostas no espaço da biblioteca -- mostram imagens captadas por vídeos de vigilância em galpões e laboratórios, nas quais aparecem objetos também cobertos. Além disso, por estarem na biblioteca, os quadros do artista também tem que ser protegidos da chuva.

Em “The Immortal Bodies”, Boris Groys afirma a conquista da imortalidade do corpo como um cadáver, como substância material, ao invés da imortalidade da alma, e coloca que essa imortalidade corporal pode ser antecipada durante a própria vida. Em outro texto, “On the New”, no qual Groys faz reflexões sobre a relação de artistas e teóricos com museus, bibliotecas e arquivos, o autor lança a pergunta: “Quando e sob quais condições a arte aparenta como se estivesse viva -- e não como se estivesse morta?”
Drácula (1931)
