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Posts de autoria de Bruno Freire

rútilo nada

Rútilo Nada - concepção e interpretação: Wellington Duarte e Donizeti Mazonas - direção e música: Daniel Fagundes - foto: Keiny Andrade

referência 1: Hilda Hilst

“Rútilo nada.  Rútilo é um substantivo masculino que é o mesmo que o adjetivo rutilante. É o “que rutila, que fulgura ou resplandece com vivo esplendor, luzente, cintilante; cujo brilho chega a ofuscar.” (HOUAISS, 2001, p.2485). No conto, há diversos sinônimos de rútilo, e adjetivos ou substantivos relacionados à luz: cintilância (HILST, 2003, p.85); luzente (HILST, 2003, p.90); luminosa (HILST, 2003,p.94); brilhos (HILST, 2003, p.94); lustroso (HILST, 2003, p.95); clarão (HILST, 2003, p.96); entre outros. Há, também, os nomes das duas personagens que se referem à luminosidade: Lucius e Lucas. Lucius é um nome latino que significa “luminoso, iluminado, derivado de Lux, luz.” (CRESCER, acesso em 07 de maio de 2007); e Lucas que “é considerado uma abreviação de Lucanus, “natural da Lucânia”, província da Itália. Lucânia pode ser traduzida como “terra da luz”. Sua origem também é atribuída ao grego Loukas, derivado de Lux, luz.” (CRESCER, acesso em 07 de maio de 2007). Nada é um pronome indefinido. É “a negação da existência, a não existência; o que não existe; o vazio.” (HOUAISS, 2001, p.1991). Também significa a “situação que precede a ou que se segue à existência.” (HOUAISS, 2001, p.1991). Partindo da idéia que o nada antecede à vida, é possível remeter-se à cosmogonia originária do pensamento judaico-cristão. Na qual, o universo foi criado do nada. “Do nada fez-se a luz, as águas, as terras, as estrelas e todos os astros do universo. O próprio tempo, segundo Santo Agostinho, foi criado nessa ocasião.” (BAPTISTA, acesso em 20 ago. 2007). É necessário lembrar que a autora teve uma formação religiosa e que, segundo ela própria, toda a sua escrita é atravessada pela religiosidade. Sendo assim, é pertinente propor que ela tenha feito uma transposição, uma transformação séria, segundo Gérard Genette em Palimpsestes (TRANSTEXTUALIDADE, acesso em 04 ago. 2007), da máxima do nada fez-se a luz ao criar o título do conto. Invertendo uma ordem canonizada da concepção judaico-cristã: Rútilo nada.” via. Claber Borges.


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Por quê refletir?

Para quê serve um espaço de reflexão?

Por quê iniciar um projeto como o GRiD dentro de um Centro Cultural que abrigou/a diversas produções artísticas e muitas iniciativas de vanguarda. Para que serve um GRUPO DE REFLEXÃO CRÍTICA neste ambiente?

Para que serve o cultivo desse tipo de proposta? Cultivar para quê e para quem?

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It’s not easy to be a spectator either

Rafael Rg e Gustavo Ferro

Pós Virada Cultural do Município. Está dada a largada da Virada Cultural do Estado, desta vez com 29 cidades. Talvez esteja mais do que na hora de corrermos juntos no Circuito Cultural. Não, este não é um codinome da Virada Paulista. Mas é título de um trabalho de dança da artista Clarice Lima. Uma dança que traça um percurso pela Av. Paulista. Todos os dias, no mesmo horário, 10h30, do vão do MASP até o CCSP. Este trabalho de dança foi apresentado pela primeira vez no CCSP (Novos Coreógrafos – Site Specific).

É curioso pensar um dado da cultura “Paulista” a partir da ironia presente na obra da Clarice Lima. O espectador desta dança proposta pelo “Circuitos” precisa correr (ou ao menos imaginar-se correndo) para se manter firme na sua posição de “espectador atleta”, a fim de assistir todo o circuito percorrido pelas “artistas atletas”. Essa associação entre arte e atletismo, nos lembra alguns eventos desta cidade, em que artistas se tornam mais atletas do que, propriamente, artistas. Todos se desdobram para cumprir demandas de editais e apresentar espetáculos 4h da manhã numa cidade e às 14h do dia seguinte em outra cidade. Este é um recorte de um quadro de uma política que promove uma espécie de “atletismo cultural” para os artistas e para o público de São Paulo. Como espectador, o que se pode fazer para se divertir no centro da sua própria cidade em apenas 1 dia, é alongar bem as pernas, manter-se bem disposto, reservar folêgo e correr para acompanhar a vasta programação Paulista(na). “A gente não quer só comer, a gente quer diversão e arte”. “Panis et Circenses”. Diversão sim e à todo custo.”Divirta-se já”. Correr ou pausar.

Pensando numa pausa. Numa retomada de oxigênio para quem deseja “consumir” os artistas que se apresentam na virada cultural, semanas, festivais ingleses e td’s, reservei um pequeno excerto de um texto, assim, digamos, inofensivo, de um filósofo alemão, nada ingênuo, que se tornou uma espécie de “pop star” da filosofia quando lançou um livro chamado “Crítica da Razão Cínica”:

“De acordo com uma estatística de 1993, um em cada cinco alemães jovens se sente artista ou considera desejável a forma de vida do artista; deve-se supor que o artista não é mais compreendido como aquele que trabalha criativamente, mas o último homem transfigurado na permanente corrente de vivências. Para artistas e não artistas a perspectiva de descendentes não significa mais autorrepetição de formas de vida em novas gerações; a reprodução, quando escapa, abre perspectivas de imprevisibilidade na forma de filhos, que já existirão como neo-pessoas dessemelhantes em neo-mundo dessemelhantes. Para a auto-percepção da sociedade isso produz conseqüências quase imprevisivéis (…), as novas gerações herdarão e legarão algo diferente do mundo tradicional; do antigo se assumem menos qualidades do que quantidades, mais chances de partida do que virtudes concretas; nos espólios pergunta-se noves vezes quanto e somente uma vez o quê. Testamentos se transformam em dar-com-os-ombros – quem já acredita que no futuro viverão aqueles que têm e fazem o melhor? Em toda parte, nomes estão prestes a tornar-se ruído e fumaça – ou marcas de produto” (SLOTERDIJK, Peter. No Mesmo Barco – ensaio sobre a hiperpolítica. 1999, p. 90).

errata: na primeira versão do trabalho da Clarice Lima que aconteceu no CCSP em 2009, a obra chamava-se apenas Circuito Cultural. Nesta nova versão a obra recebeu o título de “Circuitos – Corredor Cultural Paulista”, mais de acordo com a nova proposta que realiza um circuito na av. Paulista.

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Dança Expandida!

Semana da Dança e a Dança Expandida privilegia diálogos (em geral, com outras áreas, outros artistas, outros de outros). Inaugura-se este evento quarta feira, somente para convidados, com a performance de Julia Rocha e seus 13 bailarinos. Quem quiser, tem que pegar convite lá na curadoria do CCSP, são poucos, uns 150, e foram todos feitos à mão.

Tentativa de Salvar o Mundo. 28.04. performance de Júlia Rocha. foto: Ines Correa

Quem não puder ir na quarta feira, saiba que quinta feira 19h Júlia Rocha apresenta seu solo, só que sem seus 13 bailarinos.

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projetos projetos

Para o ano de 2010, o GRiD pretende realizar uma série contribuições para a programação do centro cultural. Buscando um vínculo mais efetivo e afetivo com a Instituição. Pensando nisso, surgiu a ideia de se publicar textos em formatos curtos, para que sejam inseridos naquele pequeno ‘folheto mensal de divulgação de atividades do CCSP’. Desta maneira, o GRiD estará levando ao formato impresso uma linguagem próxima das utilizadas neste blog. Um tipo de inserção poética e textual, relacionando-se cada vez mais com a programação.

Simulação de um post numa impressão preto e branco no caderno de programações do CCSP. Fotomontagem de Bruno Freire e Roberto Winter.

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Dogma

Quando se diz que certas palavras se tornaram dogmas, que esquecemos seus significados, que tais terminologias se tornaram apenas ‘letrinhas uma ao lado da outra’. De alguma forma, é curioso que esta palavra “dogma” também tenha sido título de um movimento cinematográfico. Confuso de qual dogma estavamos falando, cataloguei brevemente um outro dogma, que reformula um modo de fazer do cinema.

“Paris, Maço de 1995. O mundo dos filmes estava reunido no simpósio Le cinéma vers son deuxième siècle para celebrar o primeiro século do cinema e debater seu destino incerto. Criado para discutir-se as possibilidades futuras para o cinema, o diretor dinamarques Lars von Trier, já bastante conhecido por criar uma série de desafios (e às vezes controversas) na forma de filmes, propôs um ‘guia prático’. Ele apresentou um manifesto, acompanhado de uma série de regras no intuito de libertar os artistas das garras dos orçamentos monstruosos e dos excessivos efeitos visuais, um tipo de regressão terapeútica que ele -- e o seu co-criador Thomas Vinterberg -- esperavam mudar a cara do cinema.” (via)

Manifesto Dogma 95 :

    1. As filmagens devem ser feitas em locais externos. Não podem ser usados acessórios ou cenografia (se a trama requer um acessório particular, deve-se escolher um ambiente externo onde ele se encontre).
    2. O som não deve jamais ser produzido separadamente da imagem ou vice-versa. (A música não poderá ser utilizada a menos que ressoe no local onde se filma a cena).
    3. A câmera deve ser usada na mão. São consentidos todos os movimentos -- ou a imobilidade -- devidos aos movimentos do corpo. (O filme não deve ser feito onde a câmera está colocada; são as tomadas que devem desenvolver-se onde o filme tem lugar).
    4. O filme deve ser em cores. Não se aceita nenhuma iluminação especial. (Se há muito pouca luz, a cena deve ser cortada, ou então, pode-se colocar uma única lâmpada sobre a câmera).
    5. São proibidos os truques fotográficos e filtros.
    6. O filme não deve conter nenhuma ação “superficial”. (Homicídios, Armas, etc. não podem ocorrer).
    7. São vetados os deslocamentos temporais ou geográficos. (O filme se desenvolve em tempo real).
    8. São inaceitáveis os filmes de gênero.
    9. O filme deve ser em 35 mm, padrão.
    10. O nome do diretor não deve figurar nos créditos. (via Wikipedia)

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Nomes e Terminologias.

As questões terminológicas são importantes na filosofia. Como disse uma vez um filósofo pelo qual tenho o maior respeito, a terminologia é o momento poético do pensamento (AGAMBEN, Giorgio O que é contemporâneo? 2009, p. 27).

(…) um nome pode parecer uma coisa simples – a ligação entre som e sentido que é compartilhada por uma comunidade. Mas, quanto mais nos concentramos no funcionamento dos nomes, mais cresce a esfera de experiência humana que se descortina diante de nós (PINKER, Steve Do que é feito o pensamento. 2008, p. 367).

O ato de nomear, que depende da eficiência do ato de classificar, nos treina a condicionar a comunicação ao seu exercício (KATZ & GREINER, Por uma teoria do corpomídia. 2008, p. 125).

Os nomes já vêm com unha? (BARROS, Manoel de. Livro das Ignoraçãs. 1993)

(…) como seria se a palavra tivesse o poder de substituir fisicamente aquilo a que se refere? Isso trava o aspecto aéreo, gasoso, das palavras, que passam a querer carregar peso, corpo, suor (RAMOS, Nuno, MAIS in Folha de SP. 2009, p. 5)

Não há conceito simples. Todo conceito tem componentes e se define por ele. Tem portanto uma cifra (…). Todo conceito é ao menos duplo, ou triplo, etc (…). Todo conceito tem um contorno irregular, definido pela cifra de seus componentes. É por isso que, de Platão a Bergson, encontramos a ideia de que o conceito é questão de articulação, corte e sobreposição. É um todo fragmentário. (…)

Numa palavra, dizemos de qualquer conceito que ele sempre tem uma história, embora a história se desdobre em ziguezague, embora cruze talvez outros problemas ou outros planos diferentes. Num conceito, há, no mais das vezes, pedaços ou componentes vindos de outros conceitos, que respondiam a outros problemas e supunham outros planos. Não pode ser diferente, já que cada conceito opera um novo corte, assume novos contornos, deve ser reativado ou recortado (DELEUZE & GUATTARRI. O que é Filosofia? 1992, 27 -30)

    Nenhuma citação acima está aqui para defender a ideia de que todas as palavras mereçam livros inteiros para serem compreendidas. Mas não podemos nos esquecer de que a terminologia é um aspecto importante na filosofia, na arte e na comunicação humana, principalmente.

    Nenhum dos conceitos tratados pelos filósofos, neurocientistas, artistas e poetas reunidos acima foram resumidos numa sentença. Criaram-se livros inteiros destinados ao entendimento de uma ou duas palavras. Talvez, seja realmente trabalhoso tentar entender a diferença entre conceitos que queiram se afastar do seu mal ‘emprego’ cotidiano. Objetos e fenômenos distintos na maioria das vezes merecem e devem receber nomes distintos, mesmo havendo semelhanças ontológicas entre si.

    Por exemplo: existem vários tipos de copos, uns são utilizados para tomar vinho e outros para cachaça e assim por diante, todos os copos poderiam ser utilizados para o mesmo fim. No entanto como se referir aos diferentes tipos de copos e especificá-los utilizando apenas recursos linguisticos? Daí a solução, distinguí-los na língua, por isso para cada copo existe o seu desígnio específico.

    No exemplo do copo talvez a diferença pareça simples demais, e poderíamos até dizer que, no fundo, qualquer copo pode ser utilizado para a mesma coisa, desde que se sirva para tomar água quando se está com sede. Mesmo que certos tipos de copos sejam mais eficientes que outros no quesito ‘matar a sede’.

    No entanto, quando se trata dos fenômenos científicos ou até mesmo artísticos. Como distinguí-los, se todos são fenômenos?

    Steve Pinker em seu livro ‘Do que é feito o pensamento’ faz uma grande lista de nomes interessantes (infelizmente, todos em inglês, às vezes sem um correspondente direto em português) que talvez nunca, ou jamais serão utilizados no nosso dia-a-dia. com esta atitude Pinker nos faz perceber uma característica curiosa da língua: o tempo todo surgem palavras novas sem que a gente se dê conta disso e isto caracteriza uma língua viva. Uma língua que acompanha um fluxo inestancável, no tempo e no espaço. Uma língua viva é mutável, o oposto da visão determinista. Ou seja, nenhum conceito pode ser simplesmente resumido em caracteres lógicos, como uma fórmula matemática, ou numa definição devidamente dicionarizada.

    A comunicação aceita usos diversos e novos encaixes de prefixos, sufixos e afins, a todo momento. As crianças inventam quando combinam palavras que dominam para descrever situações que não conhecem, criando às vezes usos inesperados.
    As palavras se modificam e aquelas que sobrevivem; sobrevivem, justamente, porque se propagam pelo maior número de corpos. Outras se tornam tão indispensáveis para a descrição de uma realidade que teóricos e filósofos elaboram hipóteses e teses acerca destas palavras. E é mais ou menos assim que algumas palavras fracassam e outras obtêm sucesso, ou melhor, é mais ou menos assim, que algumas palavras permanecem e outras, simplesmente, são esquecidas. As palavras que permanecem, provavelmente, permanecem porquê nos ajudam a descrever melhor a realidade e, também, porquê as utilizamos com certa frequencia para nos comunicarmos uns com os outros. E isso não é pouca coisa.
    Entender a capacidade evolutiva das palavras modifica completamente o modo como lidamos com aquelas que utilizamos no nosso cotidiano. E nos faz rever como e quais estamos utilizando. Já que:

    Palavra que uso me inclui nela (BARROS, Manoel. Livro das Ignoraçãs. 1993)

    Alguns exemplos de palavras impossíveis de sobreviver:

    Você conhece uma única palavra para: “tirar uma coisa do prateleira do supermercado, resolver que não quer levar e então colocá-la em outra seção”?
    em inglês existe é: purpitation.

    Você tem uma palavra para a: “tendência das idéias idiotas de parecer mais inteligentes quando lhe vêm à mente de repente”?
    Em inglês existe é Dopeler effects.

    e uma palavra para se referir a: “ação de duas pessoas manobrando para usar o mesmo braço da poltrona dentro do cinema”?
    em inglês: elbonics,
    tradução: cotovelônica.

    e para designar: :aquele garçom de restaurantes chiques cujo único propósito parece ser circular perguntando aos clientes se eles querem pimenta moída na hora?
    inglês: peppier,
    tradução: pimentier.

    e para: “ter de percorrer um labirinto de cordas num aeroporto ou num banco mesmo quando você é a única pessoa da fila?
    inglês: furbling,
    tradução: filear.

    (textos retirados do PINKER, Steve. Do que é feito o pensamento?2008. p 350- 353)
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Quem não arquiva… dança

encontrei este texto da Helena Katz publicado pelo CCSP em 1984:

arquivo ccsp

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lembrete

(espetáculo de Fernanda D'Úmbra)

Estreia dia 15.01 no CCSP. Para saber mais sobre o trabalho da Fernanda D’Umbra acesse site dela, o Sem Gelo.

A peça estreiou no 13º Festival da Cultura Inglesa e como é de costume deste festival de teatro, a peça desenvolve-se a partir de um aspecto cultural da Inglaterra. Nesse caso trata-se do drama de um lar desestruturado a partir da realidade do proletariado inglês no fim dos anos 1950. Fiquei extremamente curioso com a encenação, principalmente, por causa das referências e dos envolvidos mas também por conta de um trio de jazz que faz a trilha sonora ao vivo.

O texto é baseado ou inspirado na peça A Taste of Honey da inglesa Shelagh Delaney, que se tornou um sucesso por volta de 1960 e mais tarde virou um filme. Para ler a peça na versão original acesse aqui.

“A Taste of Honey was produced when Delaney was eighteen-years-old. Although this play was originally being written as a novel, it was rewritten as a play in response to Delaney’s dissatisfaction with contemporary theatre. Delaney felt that she could write a better play, with more realistic dialogue, than the plays that were currently being staged. A Taste of Honey became an unexpected hit, winning several awards both as a play and later as a film. Delaney followed with another play, The Lion in Love, two years later (1960). She did not write another play for nearly twenty years.” texto do site

para quem ainda não assistiu a peça, boa sessão de cinema em casa

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